terça-feira, 30 de novembro de 2010

"O que é EJA?" e "Paulo Freire para o EJA"

EJA significa "educação de jovens e adultos"  são as etapas dos ensinos fundamental e médio  da rede escolar pública brasileira e adotada por algumas redes particulares que recebe os jovens e adultos que não completaram sua escolaridade na idade em que deviam, representa uma categoria organizacional e constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções específicas, que visa dar acesso a leitura e a escrita ao que não tiveram. No início dos anos 90, foi incluida a alfabetização inicial.
Normalmente, leva-se em consideração as características específicas do alunos trabalhador, oferecendo ensino de acordo com as necessidades e disponibilidades, adequando conteúdos trabalhados.

No Brasil, teve influência das ideias de Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, e relação com o movimento de educação popular.

  Segundo Paulo Freire (apud Gadotti, 1979, p. 72) em Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática e proposta, os termos Educação de Adultos e Educação não-formal referem-se à mesma área disciplinar, teórica e prática da educação, porém com finalidades distintas. 


Ele jamais concordou com práticas educacionais que transmitissem um saber já construído. Ele acreditava que educar deve contemplar o pensar e o concluir,  ao contrario de  idéias impostas, alfabetização deveria ser sinônimo de  reflexão, argumentação, criticidade e  politilização.
Se em práticas educacionais envolvendo alfabetização em níveis de escolaridades "adequados", metodologias tradicionais de ensino não despertam interesse do educando, no EJA estas ações são motivo da evasão escolar.
Ao pensar em alfabetização de adultos, ele considerou a ausência de sentido presente nas lições das cartilhas, com frases desvinculadas da realidade do alfabetizando, que após trabalhar o dia todo, sentava em uma cadeira, preocupado com o gás, a água, a energia elétrica, o alimento e o salário do mês, e ouvia frases como  "O boi baba e bebe" ou "Vovô viu a uva".
Eis a questão; frases assim contribuem para o cotidiano?
As atividades não devem ser desmotivantes, e sim trazer a ideia de reflexão, de pensar sobre o assunto trabalhado. As práticas tem que ter um certo vínculo com a realidade de seus educandos.

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